Maio começou com luz e frio.
A mulher desceu até a varanda, foi se esconder para melhor aproveitar o dia. No quintal, flores nasceram sem terem sido plantadas. Talvez uma semente que caiu no caminho, ou talvez, um passarinho, quem sabe.
Ela entrega-se a visão da partícula visível de poeira, em onda, dançando na luz.
Fora disso, o que existe nos fala e a geometria suplanta qualquer doutrina.
Ela ordena as coisas e não maldiz o tempo.
As pedras vadias, um pedaço de madeira, uma planta que morreu e virou adubo.
Tudo é desfrutável, pensou.
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