quarta-feira

José foi menino da porteira

sem casa, sem sapato, sem camisa, sem teto

sem terra, sem escola, sem solução

trabalhava para os outros em lavouras de café

morava de casa em casa

mas de noite ao senhor pedia benção

aos 19, fez revolução

comprou uma camisa florida

fez um topete do elvis

e foi pra São Paulo trabalhar no metrô

depois conheceu Tereza

e o verbo se fez carne e neles habitou

Um comentário:

  1. lindo poema... Lembrou certas historias de literatura de cordel....adoro as construçoes de histroias em um poema. Olhe só:http://ultimadodiabo.blogspot.com/2010/01/quarto-solitario-de-motel-blues.html

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